Jesus não perdoou e abriu o placar contra a Argentina.
Não perdoaria também ao ajudar decididamente no segundo gol.
Los hermanos não choram por Jesus ser brasileiro, vestir a Canarinho, num Mineirão lotado.
Choram os 2 a 0 porque consideram que, se tivesse sido consultado, o VAR flagraria duas penalidades, uma cometida por Arthur e a outra por Daniel Alves, mudando a história da semifinal da Copa América.
Eles que se divertiram em 1986 com o gol de mão de Maradona diante da Inglaterra pela Copa do Mundo:
“Lo marqué un poco con la cabeza y un poco con la mano de Diós”, zombou o craque.
Há 33 anos “la mano de Diós” foi comemorada segundo a Lei de Gérson.
O importante é levar vantagem em tudo.
Há 33 anos, a principal revista argentina estampou:
“No llores por mi Inglaterra” (não chores por mim, Inglaterra).
Debochou.
Ao proferir a frase “vamos, me abracem, ou o árbitro não vai validar o gol” após o gol com a mão Maradona profetizou o VAR, que não existia e que poderia ter mudado a história de uma Copa.
Resumo da ópera: pimenta nos olhos dos outros é colírio.
