Hiltor Mombach

ENTRE PORTALUPPI, QUE NÃO SERIA SURPRESA, E DUNGA, UMA GRANDE NOVIDADE

ENTRE PORTALUPPI, QUE NÃO SERIA SURPRESA, E DUNGA, UMA GRANDE NOVIDADE

Terminou por volta da meia-noite uma reunião do Grêmio.
Não foi encontrado um nome para trabalhar com Alberto Guerra no futebol.
Dois nomes de treinadores aparecem com mais força: Dunga e Renato Portaluppi.
O Grêmio telefonou ontem mesmo para um deles.
Dunga e Renato são quase opostos.
Mas há justificativas para os dois.
Renato viria para sacudir o torcedor, lotar o Olímpico.
Dunga para colocar a casa em ordem.
Renato não teria resistência do torcedor. Pelo contrário.
E, com o torcedor do seu lado, teria algum fôlego para trabalhar com resultados adversos.
Dunga poderá ter, se contratado, resistências. Criou-se no Inter.
Mas as resistências seriam vencidas quando o torcedor perceber que ele arrumou a casa. Se é que arrumará caso seja anunciado.
O trabalho na Seleção Brasileira surpreendeu os dirigentes gremistas.
Acham que Dunga foi muito bem. E que a derrota para a Holanda deu-se por uma fatalidade, a falha do melhor jogador do time, o goleiro Júlio César.
Renato não seria uma surpresa. Já esteve para vir como treinador em outras vezes.
Dunga seria uma grande surpresa.
De uma fonte que pediu segredo: "O Grêmio telefonou para Renato".
Se telefonou, Renato é o primeiro da lista.
E Dunga, o segundo.
Se nenhum vier... Neste caso Geninho passará a interessar.
Ainda.
O Grêmio oferece contrato até o final do ano. De quatro meses.
Dunga aceitaria trabalhar assim, num tiro curto? Os indicativos são de que não aceitaria.
Para Renato, o tiro curto seria uma grande pedida.