Conversei com o diretor de relacionamento da Reebok na região sul, Edu Pesce.
Reebok e Inter são parceiros desde 2006.
Neste período, o time conquistou nove títulos, incluindo o bicampeonato da Libertadores e o Mundia.
A Reebok colocou no mercado mais de 450 peças em linhas oficiais ou inspiradas no Colorado.
Pesce conhece o interesse na Nike em entrar no Inter.
Mas garante que não houve rescisão de contrato entre Inter e Reebok.
A Nike pagaria a rescisão.
Pesce não falou em números, mas permitiu que se especulasse que a rescisão custaria algo em torno de
R$ 5 milhões.
Pesci: "Estamos discutindo os acontecimentos com o Inter".
Afirma que a parceria sempre foi ótima.
E que só terminará, se terminar, por questões financeiras.
Pesci acha improvável que a Nike pague ao Inter 50% do que paga ao Corinthians.
Especula-se que o Corinthians receba algo em torno de R$ 16 milhões/ano.
De Pesci: "Corinthians e Flamengo (Olympikus) vendem em torno de 1,2 milhão de peças ano. Os demais clubes, cerca de 400 a 450 mil".
E diz que o Inter recebe, além de todo material esportivo, mais de R$ 2 milhões anuais.
Este valor giraria em torno de R$ 5 milhões.
Pesci não se surpreende com as informações de que a Nike pagaria ao Inter o mesmo que paga ao Corinthians e que bancaria uma rescisão de R$ 16 milhões.
Acha que estão plantando tal notícia para forçar o negócio, como quem diz, há muito mais dinheiro envolvido com a Nike do que com a Reebok.
Pesci diz que as informações de troca de fornecedor no final do ano, quando as vendas crescem por causa do Natal, "atrapalham" a Reebok.
E faz uma avaliação da estratégia de Nike.
"Eles querem o mercado brasileiro pois o país sediará uma Copa do Mundo e a marca oficial da Fifa é a Adidas. Trata-se de uma ação comercial".
