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No dia 12 o senhor completará 5 meses como presidente do Grêmio. Esperava encontrar o clube em melhor ou pior situação financeira?
O diagnóstico das dificuldades já sabíamos. Fixamos a política de austeridade. Infelizmente não é um resultado rápido, por respeito a contratos, sob pena de prejuízo maior. Fixamos metas para 2015, 2016, 2017 e 2018 e os resultados já são perceptíveis.O que deu certo e errado nestes cinco meses?O certo é que os reflexos no primeiro trimestre já estão acontecendo do ponto de vista financeiro. Fizemos um novo plantel, rejuvenalização (mais de 50% são formados em casa), rigoroso controle de despesas. O errado foi não ganhar o título, mas virá com o tempo.
O senhor manteve quase todo o mesmo grupo de trabalho do presidente anterior, Fábio Koff. Um grupo que nada conquistou. Há muita pressão por mudanças?
Pressões existem em qualquer grupo que dependa de resultado. O grupo é muito bom. Mudou o padrão de alçada, principalmente a autonomia financeira de decisão. Uma nova orientação é uma questão de adaptação. Com o grupo que trabalhamos os resultados virão.
O senhor ainda não definiu um vice-de-futebol. Qual o motivo?
Vamos debater isso mais de perto. Respondo pela vice presidência de futebol em conjunto com o César. O momento de agregar mais um de fora talvez esteja chegando.
Na sua gestão contra contratados Braian Rodríguez, Galhardo, Cristian Rodríguez, Erazo, Maicon, Douglas e Marcelo Oliveira. Como o senhor avalia os reforços?
Erazo, Maicon, Douglas, Marcelo Oliveira são titulares. Braian em adaptação, vai dar respostas melhores com o tempo. O Galhardo terá que se firmar. O Cristian Rodriguez foi uma fatalidade de lesões. Esperávamos muito mais dele e sua contribuição. Para as possibilidades, a média de resultados é boa.
O senhor acha que o Grêmio vem diminuindo o seu tamanho nos últimos anos quando o assunto é futebol?
A falta de títulos é constrangedora e dá esta impressão. No entanto fomos vices campeões brasileiro, chegamos a semi finais da Copa do Brasil. Disputamos Libertadores. O Grêmio não se apequena e um título dará nova dimensão a esta questão.
Quem está tocando as negociações com a OAS para compra da Arena?
Os negociadores contratados junto comigo e o CA, na mesma linha do Presidente Koff até seu pleno retorno. Felipão não tem poderes demais? Não. Isso é um mito. Seu estilo leva as pessoas a terem esta impressão. Comigo é um homem de diálogo e deliberação colegiada. Se submete as regras e adere ao projeto do clube. Fazer exigências faz parte do seu trabalho e ainda bem que as faz.
Kleber não joga mais do que Braian Rodríguez?
A decisão sobre o Kleber é de várias ordens. Lamento não ter havido a possibilidade de colocação em outro clube. Compará-lo a outro jogador seria temerário, posto que o Brian recém chegou e o Kleber está aqui a três anos, com os resultados conhecidos.
O senhor fala em juvenilização, mas na sua gestão vieram Braian Rodríguez, Galhardo, Cristian Rodríguez, Erazo, Maicon, Douglas e Marcelo Oliveira. Não há jogadores iguais ou melhores na base?
Mesclar é o melhor caminho. Tenho muita esperança no Raul, Gabriel, Júnior, Walace, Araújo, Artur, Balbino, Lincol, Everton, Mamute, Tiago, Leo, Moisés e outros que estão subindo. Agrego a estes o Luan que é uma realidade. Como não podemos deixar de ser competitivos, vamos mesclando até encontrarmos nosso ideal.
O senhor teme que o Grêmio dispute o Brasileiro apenas para não cair?
Não, tenho convicção que temos time para frequentar a ponta de cima da tabela. O final vamos ver.
A informação é de que não virão reforços. O ano será de pagar contas. Confere?
Virão reforços criteriosamente escolhidos para complementação do plantel. Não muitos.
Ainda caem muitos esqueletos do armário?
Toda a organização tem. Nosso papel é enterrá-los definitivamente e o faremos.
Que contribuição Rui Costa e Cesar Pacheco têm dado ao clube?
Grande, principalmente nesta nova política de austeridade. Temos que construir um elenco capaz de nos dar respostas e ajustá-lo com uma boa convivência. Ambos contribuem muito para o equilíbrio. São muito experientes. Quero testemunhar que o grupo do ponto de vista da responsabilidade e comprometimento é exemplar.
O senhor já pensou em convidar alguém da Oposição para comandar o futebol?
Não. Nada é impossível no entanto. Tenho mantido muitos contatos com todos os grupos, inclusive os declaradamente de oposição. Na minha cultura de formação gremista, acima de tudo somos gremistas. Quem dá enfoque meramente partidário do ponto de vista interno comete erro comportamental. Não terei nenhum constrangimento se, em algum momento, tiver que fazer um convite. Não é o caso do momento.
Para encerrar, uma palavra de alento ao torcedor gremista.
Clube organizado e em dia é premissa de sucesso no campo. A auto estima do torcedor é um título, mas estar organizado faz parte disso. Estamos neste caminho e somos competitivos. Buscaremos, de modo incessante, o título tão desejado. ?