Hiltor Mombach

Esfarelou

Esfarelou

Este Inter de hoje começou a degringolar na metade do ano passado quando vendeu Nilmar, então
o melhor atacante em atividade no Brasil, achando que Edu poderia ser seu substituto.
Este Inter seguiu degringolando em outubro de 2009 quando sua direção abraçou
D’Alessandro na pendenga contra Tite. Optou, ali, pelo paternalismo.
Há um ditado que diz que tudo que começa mal, segue mal e termina mal.
Cometeria um exagero se dissesse que Guiñazu só autorizou seu empresário a
negociar uma transferência com o São Paulo porque viu que, no Beira-Rio, há
condescendência. Mas não ligar os fatos seria ingenuidade.
D’Alessandro deveria ter saído, não me perguntem como, e Guiñazu quis sair. Estamos
diante de dois titulares. Um terceiro, Sandro, já foi negociado para o Tottenham. Seu
corpo seguirá no Inter até o final do ano. E sua cabeça?
Lauro vinha sendo titular do time desde 2008, porém o Inter só descobriu agora, no começo de 2010,
que precisava de um novo goleiro, Abbondanzieri, até aqui escalado no carteiraço, pois
provar que é melhor do que Lauro, não provou. Pelo menos ainda não.
Seguiu degringolando quando, percebendo que não havia atacante, mandou
desembarcar o veterano Kléber Pereira, 34 anos, sem condições físicas, tanto que
pensa em rescindir o contrato com o jogador.
De quebra, há um treinador, Fossati, que vai entrar abril sem ter um time definido.
O que está acontecendo num ano em que os dirigentes estão envolvidos em reeleger o substituto
de Piffero não é obra do acaso.