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Os gritos de "Fernandão morreu", entoados por alguns torcedores do Grêmio antes do Gre-Nal do último domingo, ainda repercutem. Fernanda Costa, esposa do atacante, no Instagram.
"Primeiramente, quero agradecer aos gaúchos, colorados e gremistas. Foram tantas homenagens que o Fer recebeu. Muito maior do que aconteceu no domingo. Quero agradecer em especial aos dirigentes e torcedores do Grêmio, pois recebi deles muito carinho. Temos muitos gremistas que são grandes amigos, que hoje, inclusive, estão me ajudando muio. Sei que acima de clube, somos pessoas, e o Fer sabia respeitar isso como ninguém. Fiquei triste porque meus filhos estavam lá. Foi o primeiro Gre-Nal da vida deles e era Dia dos Pais. Foi maldade para minha família. O ser está acima de time, raça, cor e religião. Sinto pena daquelas pessoas, pois hoje mais do que nunca, tenho a real noção do que tem valor na vida. Devem estar com vergonha. Como disse Jesus: "Pai, perdoa-lhes. Eles não sabem o que fazem". É muito pequeno para dar valor"
Do vice-presidente do Grêmio, Nestor Hein para o Globo.com.
"Só uma pessoa que não tenha nenhum valor, um aleijado moral, vai ironizar a morte de alguém. Ainda mais o Fernandão, que foi um atleta exemplar, uma grande pessoa, que, claro, ganhou vários Gre-Nais contra o Grêmio. Fosse o que fosse. Debochar da morte é ato de quem não tem nenhuma civilidade. São uns tarados que saíram de casa. É lamentável. O Grêmio esteve solidário com a dor da família. Com a perda do ídolo maior. O Grêmio repudia esse tipo de atitude e lamenta profundamente. Foi insalubre. Quem fez isso tem que ser expurgado de ir ao estádio. É uma gentalha".