Esqueletos no Olímpico
O Grêmio repactuou a dívida com um dos três condomínios de credores restantes. Pedalou por dois anos. Mas garante que pagará nesta temporada. Quando quitar tudo, fechará uma página macabra na história, aquela em que, segundo Túlio Macedo, "em cada armário havia um esqueleto". Abria-se uma gaveta e lá estava um processo milionário contra o clube.
O condomínio repactuado chega ao quinto ano, que deveria ser o último. Dos mais de R$ 10 milhões, restam a pagar R$ 2,4 milhões. Todos os condomínios somavam mais de R$ 30 milhões. A dívida total está em cerca de R$ 8 milhões. Os outros dois credores são empresários, conselheiros do Grêmio.
O repactuado contava com mais de uma dúzia de jogadores. Hoje, são dois. Um dos condomínios está sendo abatido via Clube dos 13. A sangria chega ao seu final. Isto significa mais dinheiro para o futebol. A esperança de quitação ainda este ano se justifica pela entrada de R$ 30 milhões (R$ 28,5 milhões líquidos, já descontados os tributos) de uma verba antecipada como luvas pela TV.
O Grêmio já dorme sabendo que, ao acordar, não terá oficiais de Justiça buscando a penhora de bens ou rendas. A outra grande dívida, a dos impostos atrasados, vai tempo está equacionada via Timemania, que leva do clube R$ 100 mil/mês. Os tempos financeiros são outros no estádio Olímpico. Bem melhores.
