Precisamos de um outro olhar sobre o futebol. Alguma coisa importante está acontecendo debaixo do nosso nariz. Amamos o Brasil, sofremos com a Seleção, mas somos traídos por ela com um desdém repugnante.
Vou tomar como exemplo Neymar. Merecia ser convocado? Não. Para se livrar de qualquer responsabilidade, o treinador Ancelotti levou o jogador. Tremeu. Sim, os cascudos também tremem.
Neymar entrou aos 22 minutos diante da Noruega. Estava 0 a 0. Entrou para ver de pertinho Haaland anotar dois gols, ensinar como se faz.
Conheço brasileiros que jejuam antes da estreia do Brasil numa Copa. Outros, numa concentração de penitente, memorizaram jogadas geniais dos nossos craques do passado. Do bairro mais chique ao arrabalde o brasileiro incorpora devotamente a Seleção.
Mas é só a Seleção entrar em campo e somos traídos por um futebol indolente, preguiçoso, de jogadores alçados sem merecimento a craques.
Já escrevi sobre os Brasis, aquele que passa o pires e na rua da Praia e vai ao açougue comprar osso e o outro, onde o dinheiro jorra em árvore.
O treinador italiano Ancelotti assinou contrato para comandar a Seleção até 2030 pela miséria de 10 milhões de euros por ano, cerca de R$ 60 milhões.
O Brasil que passa o pires e na rua da Praia e vai ao açougue comprar osso está derramando muitas lágrimas pela eliminação precoce da Copa. O Brasil da CBF e dos penduricalhos está pouco se lixando. Este Brasil só fez aumentar ainda mais as já polpudas contas bancárias.
Se há uma verdade absoluta no futebol é esta: no coração de um jogador, bate um cifrão. O Brasil que passa o pires e compra osso parece anestesiado.
Vejam a entrega dos jogadores da Argentina e comparem com a dos falsos craques tupiniquins.
Esta Seleção jamais me pertenceu, mas torci pelo Brasil. Sofri com a eliminação. Esta Seleção se afastou do povo faz tempo. Mas o povo segue fiel a ela.
Esta Seleção não merece o Brasil que tem.
Esta Seleção indolente não merece o Brasil que tem
Já escrevi sobre os Brasis, aquele que passa o pires e na rua da Praia e vai ao açougue comprar osso e o outro, onde o dinheiro jorra em árvore
