Hiltor Mombach

Estacionamos

A Alemanha colocou quatro treinadores na Copa no Brasil: Ottmar Hitzfeld (Suíça), Joachim Löw (Alemanha), Jürgen Klinsmann (EUA) e Volker Finke (Camarões).
A Argentina, três: Jorge Sampaoli (Chile), José Pekerman (Colômbia) e Alejandro Sabella (Argentina), mesmo número do que a Colômbia (Luis Suarez (Honduras), Reinaldo Rueda (Equador) e Jorge Luis Pinto (Costa Rica); Itália (Fábio Capello (Rússia), Cesare Prandelli (Itália) e Alberto Zaccheroni (Japão) e Portugal (Paulo Bento (Portugal), Carlos Queiroz (Irã) e Fernando Santos (Grécia).
O Brasil, só um Felipão. Especula-se que Felipão ganhe R$ 8,8 milhões/ano.
Fábio Capello ganharia mais do que o dobro e Jorge Sampaoli a metade.
Quantas das seleções acima mostraram uma esquema tático melhor do que o apresentado pelo Brasil?
Suíça, Alemanha, EUA, Chile, Colômbia, Argentina, Costa Rica...
Há quanto tempo não vemos um time brasileiro (Inter, Grêmio, Flamengo, Corinthians) inovar taticamente?
Isto ajuda a explicar em parte o fato de o dito país do futebol ter apenas um treinador na Copa e comandando a seleção do próprio país.
Há anos os espanhóis vem inovando e, mais recentemente, a Alemanha dá show.
Não há como não se cogitar o atraso brasileiro quando o assunto é tática.
A safra de atacantes deixa a desejar tecnicamente, mas daí a ver a Costa Rica melhor em campo vai um abismo.
O atraso tático em nada justifica o vexame dos 7 a 1 contra os alemães.
Culpa na exportação em massa de jogadores?
A Argentina também exporta (apenas três dos convocados atuam no país) e está na final.
Do outro lado da ponta está a Alemanha, onde 16 dos convocados atuam no país, numa prova provada que o futebol não segue uma lógica.
Curiosamente, o técnico Alejandro Sabella tem uma das remunerações mais baixas, R$ 1,8 milhão/ano.
Em relação a muitos outros países, estacionamos taticamente.
A Copa provou isto.