Carlos Corrêa / Interino
A atuação do árbitro Érico Andrade ontem no insosso empate sem gols entre Inter e São Luiz é um atentado contra os defensores das teorias da conspiração no Gauchão, estejam eles do lado onde estiverem. Ao sonegar um pênalti claro a favor do Inter na etapa final, o árbitro não foi maldoso, não foi parcial ou qualquer coisa do gênero. Ele errou. Simplesmente errou. Não é o único entre nós que volta e meia toma decisões equivocadas, convenhamos. E no futebol é assim, a banca às vezes paga e às vezes recebe. Colorados e gremistas adoram competir sobre quem é o mais prejudicado. Como discussão de boteco, tudo bem, tem até quem ache divertido - gosto é gosto. Mas né, levar isso a sério já é um indicativo de que talvez seja o caso de o amigo procurar um psicólogo. Geralmente estamos mais atentos aos jogos de Inter e Grêmio até mesmo por motivos práticos: nem todos os jogos são televisionados. Fossem e estivéssemos tão atentos aos jogos das equipes do Interior como estamos com a Dupla, é bastante provável que a quantidade de erros nos esperando seria tão grande quanto. Mas aí, é claro, os fatos estragam as teorias. E quem quer saber de fatos quando o que interessa é simplesmente a versão?
