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Há frases que surgem como uma confissão. O Grêmio Vencedor publica nota em seu site onde manifesta “seu absoluto repúdio às notas veiculadas na imprensa com o intuito de desestabilizar o departamento de futebol do clube.” Notas não desestabilizam o que está estabilizado. Não no futebol. Só o resultado de campo tem o poder de desestabilizar. Resultados não satisfatórios desestabilizam o torcedor, o presidente do clube e, no final da cadeia, o departamento de futebol. Vejam: uma nota da imprensa espanhola teria o poder de desestabiliza o departamento de futebol do Barcelona? Jamais. Nem uma nota, nem uma manchete, nem um caderno especial. Certa feita perguntaram se Nelson Rodrigues era contra o jovem: “Nem conheço. Realmente, não conheço o jovem, como não conheço o artista...” De minha parte, não conheço o departamento de futebol do clube. Quem seria este departamento de futebol? Há ocasiões em que me flagro noviço, aquele que está começando um ofício ou uma atividade. Esta é uma delas. Tento entender, em vão, o poder destas notas da imprensa e, mais ainda, de quem as escreve. Notas poderosas estas! Escrevinhador poderoso este! Em algumas pessoas a palavra noviço deflagra erisipela. Em mim, desperta um sentimento juvenil. Aos 60, sou um aprendiz. Como na música, quero ter a beleza de ser um eterno aprendiz.