Estou entre dois ditados.
Um diz que elogio em boca própria é vitupério e o outro que o modesto só é modesto porque quer ouvir o elogio duas vezes.
Gosto mais do primeiro.
A renovação de Renato gerou especulações.
Muitas. Na ânsia de se vangloriar fazendo uso da manchete “eu dei primeiro” há quem tenha transformado o fato num cassino de apostas.
O silêncio fala, ribomba em algumas ocasiões.
A prática, e não a gramática, me ensinaram a ouvir o silêncio.
Alertado pelo desaparecimento de Romildo e Duda e pelo martelar de uma pergunta (por que o sumiço até do WhatsApp?) lembrei de um outro ditado: onde há fumaça, há fogo.
Das duas, uma: ou não queriam confirmar o bom andamento da renovação ou estavam constrangidos com o fato daquilo que teriam considerado uma traição, o acerto do técnico com o Flamengo sem ter comunicado o Grêmio primeiro.
Quem leu minha coluna de ontem não ficou surpreso com os acontecimentos de ontem.
Estava, e está, lá:
“Este colunista segue perseguindo informações.
Renato fica ou vai para o Flamengo, seu outro clube do coração?
A renovação virou novela.
Diante do silêncio momentâneo de Romildo Bolzan e de Duda Kroeff, fui ouvir influentes dirigentes.
Conhecedores da situação.
Mas que não abrem o jogo.
Um deu seu palpite: fica. P
or tratar-se de alguém do altíssimo clero, perguntei se era palpite, desejo ou informação.
Nenhum e todos.
Explico: uma mistura de tudo.
Se mistura informação, serve. Compartilho com os leitores.”
Também informei aqui mesmo, anteriormente, a primeira oferta salarial do clube, aquela que abriu as negociações, com um aumento de 10%, ou, em valores “cinquentinha” (R$ 50 mil) por mês. Renato queria 30%.
Ficou nos 20%, mais luvas e premiações.
O termo perseguinte não é meu.
Quando uso sou remetido ao passado.
Ao buscar informações junto ao inesquecível Gilberto Medeiros ouvia invariavelmente ele dizer “lá vem o meu perseguinte”.
Vai tempo, muito tempo.
Nem se sonhava com esta tal de Internet.
