Hiltor Mombach

Eu pergunto. Eu respondo

Quando o assunto é futebol, todo mundo é professor.
Com doutorado. Com quase 40 anos de corrida, estou na fase socrática: só sei que nada sei.
Assim, sabendo que nada sei, promovo aqui um monólogo, onde eu pergunto para mim mesmo.
Hiltor, achas justo não ter rebaixado o Esportivo?
­_Não acho justo nem injusto.Não me permito achar nada.
Neste caso, vais ficar em cima do muro?
­_Não. Vou ficar com o Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Com o artigo 243/G: “Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor,idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência...§ 3º Quando a infração for considerada de extrema gravidade, o órgão judicante poderá aplicar as penas dos incisos V, VII e XI do art. 170.” Como considero a infração gravíssima, aplicaria o incique pede “exclusão de campeonato ou torneio.”
Achas que o TJD perdeu uma chance de fazer história?
_Não.  Márcio Chagas disse que se perdeu uma oportunidade de fazer história e dar uma satisfação para a sociedade. Discordo. Devia-se satisfação a Márcio Chagas. Não deram. Lamentável.
Neste caso, a exclusão não serviria de exemplo?
_ Cito uma frase de Tinga: “Espero que a gente possa conscientizar que isso é um fator de educação”. Não se educam amebas. Mas a exclusão poderia balizar outros julgamentos.
Neste caso, de que adiantaria excluir o Esportivo?­
_Não se trata do Esportivo. Deve-se excluir todos os clubes em cujas praças forem comprovados atos racistas.  E botar na cadeia os torcedores comprovadamente praticantes de atos racistas.