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Numa conversa que se prolongou por mais de hora, Noveletto tentou me convencer de que eu cometia uma injustiça ao criticar a entidade que ele comanda, a FGF, por questionar o que leva o futebol gaúcho a ter dois times no Brasileiro da Série A e nenhum na B e o catarinenses três na na Série A e dois no G-4 da B. Há chance de termos cinco equipes de SC na A em 2015. Os esclarecimentos de Noveletto me deram a certeza de que há algo errado com a forma como o futebol gaúcho vem sendo administrado ou com os clubes que ela comanda, e aqui falo os do Interior, ou que Santa Cataria está promovendo algum milagre e temos que aprender com eles. Ou as duas coisas juntas. Noveletto garantiu, por exemplo, que para participar do Gauchão de 2014 cada clube do Interior recebeu cerca de R$ 1 milhão. Temos R$ 14 milhões, valor que ultrapassa os R$ 22 milhões quando Inter e Grêmio entram no rateio. O Catarinense deste ano pagou R$ 5 milhões. Disse ser impossível crescer à sombra de Grêmio e Inter. Os clubes de SC vivem à sombra de Grêmio, Inter, Corinthians, Flamengo... Quando o assunto é torcida, esta é a posição dos catarinenses no ranking de público do Brasileiro: Chapecoense, 16º, Criciúma, 17º e Figueirense, 19º. O meu espanto deveria ser também o do amigo Noveletto. Se os clubes de SC têm menos verba da TV e se dividem a torcida com times de outros estados, como explicar os três clubes na A e os dois no G-4 da Série B? É isto que eu gostaria de entender. A maioria dos gaúchos do Interior que gostam de futebol torcem para Inter ou Grêmio e por um representante da sua cidade. São poucos, raros eu diria, os gaúchos que torcem por uma equipe de outro estado. Em 2011 o blogue de Vinícius Paiva publicou pesquisa do Instituto Lupi & Associados. O Flamengo seguia como a maior torcida de SC (18,4%). O Grêmio vinha com 14,3%, segundo pelo Inter, 9,8%: “Em seguida vemos Corinthians (8%) e Vasco (7,8%). Só então surge o primeiro clube local, o Avaí, com 7,4% da preferência. O São Paulo (7%) separa o Leão da Ilha de seu maior rival, Figueirense (5,9%). Palmeiras (5,2%) e Santos (3,4%) encerram a lista dos 10 maiores.