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Abel mandou a campo para encarar o Flamengo um Inter com Dida, Wellington Silva, Paulão, Juan e Fabrício; Wellington, Willians, Aránguiz, D’Alessandro e Alan Patrick; Rafael Moura e Fernandão. Doze? Treze com a torcida desfilando todos os cânticos. Impregnado pelo espírito de Fernandão, que contagiava jogadores e torcedores, o time começou arrasador: aos 15min Rafael Moura fez 1 a 0. Depois, pegou uma camisa com o número 9 e o nome de Fernandão escrito às costas e fez uma comovente saudação ao eterno capitão. Há anos não se via um Inter tão compacto, azeitado. Estava em campo o Inter de Fernandão. Antes do final do primeiro tempo, 2 a 0. Abel não sacou Fernandão no intervalo. Ele voltou. Para continuar sendo homenageado com mais dois gols num 4 a 0 de tirar o chapéu, numa atuação memorável, de luxo, impecável: quase 20 conclusões contra uma. Um massacre. Quem disse que a alma de um ídolo não se eterniza numa camiseta? O Inter de domingo tinha alma, a alma de Fernandão. Eu vi Fernandão pairando pelo estádio, presente em cada lágrima, em cada lance, em cada gol de um domingo que surge como uma dádiva dos deuses do futebol. Obrigado, Fernandão.