Hiltor Mombach

Exclusivo/Inter: parecer do Conselho Fiscal sobre as contas de 2017

O Conselho Fiscal do Inter deu seu parecer sobre a prestação de contas de 2017.
Aprovou sem ressalvas por unanimidade a posição patrimonial e financeira do clube e com ressalvas, por maioria, a movimentação administrativa. O
conselheiro José Antônio Puerta Rodrigues votou pela reprovação e foi voto vencido.
No parecer, diz que "registra-se, por fim, alerta ao Conselho de Gestão, no sentido de que a permanência ou o agravamento das presentes ressalvas poderá levar, em cotejo com os demais atos e fatos da gestão em curso, à emissão desfavorável à aprovação das contas do exercício subsequente ao ora em exame".
Em relação ao "déficit do exercício de 2015, superior a 62 milhões de reais e excedente aos limites da Lei do Profut, relativamente à receita bruta do exercício de 2016, quanto ao não atendimento aos limites previstos na Lei Federal, registra-se:
A) As medidas adotadas para a redução do deficit, tais como a diminuição das despesas adminsitrativas e a efetita realização das receitas, foram insuficientes".
B) O "déficit apresentado inclui registros contábil de despesas econômicas relativas à constituição de previsão para créditos de liquidação duvidosa, R$ 14.156.086 a maior que o valor originalmente estimado para o exercício, em decorrência de análise rigorosa quanto à qualidade dos créditos a receber pelo clube, os quais apresentavam, historicamente, situação de baixa probabilidade de realização".
C) Não há indícios, como destacado pelo auditor independente e pelo auditor em assessoramento a este órgão, de que os dirigentes tenham agido com culpa grave ou dolo, e as medidas adotadas visavam evitar prejuízo maior ao clube".