Não faço o papel de exterminador de sonhos.
Mas também não dou corda para projeções exageradamente otimistas quando os números provam o contrário.
Sou realista.
Sigo os passos da lógica, sabedor de que em futebol a lógica sofre dribles estonteantes.
Montei uma tabela comparativa entre Palmeiras e Grêmio rodada por rodada do Brasileiro.
O leitor confere o percentual de cada time passo a passo e sua posição no campeonato.
Fica evidente a estupenda regularidade do representante paulista, líder por 13 rodadas. O time está estabilizado, enquanto o Grêmio dá sinais de declínio.
O sonho da taça para o Grêmio passa por uma radical mudança de quadro quando vamos entrar na 23ª rodada: o percentual do Palmeiras teria que cair, com o Grêmio crescendo. É possível? Se não fosse, não estaria escrevendo sobre o assunto.
Palmeiras Grêmio
1 100% (1º) 33,3% (11º)
2 50% (8º) 66,7% (7º)
3 66,7% (4º) 77,8% (2º)
4 50 % (8º) 83,3% (1º)
5 60% (5º) 66,7% (2º)
6 66,7% (4º) 72,2% (2º)
7 71,4% (2º) 66,7% (3º)
8 66,7% (2º) 62,5% (3º)
9 70,4% (1º) 66,7% (3º)
10 73,3% (1º) 60% (3º)
11 66,7% (1º) 54,5% (5º)
12 69,4% (1º) 58,3% (3º)
13 71,8% (1º) 61,5% (3º)
14 69% (1º) 64,3% (3º)
15 71,1% (1º) 60% (3º)
16 66,6% (1º) 62,5% (3º)
17 62,7% (3º) 60,8% (4º)
18 61,1% (2º) 59,3% (4º)
19 63,2% (1º) 56,1% (6º)
20 65% (1º) 58,3% (3º)
21 63,5% (1º) 55.6% (6º)
22 65,2% (1º) 54,5% (6º)
