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Entre mortos e feridos, salvaram-se todos depois do surto de Fabrício. Tão espantoso quanto o surto foi o ataque histérico de alguns. Cometendo uma verdade exagerada, exigiram guilhotina para o jogador. Morris West escreveu o "O Advogado do Diabo". Vou pelo mesmo caminho: provoca mais indignação um ataque histérico por ser vaiado ou ser vaiado e seguir impassível, como quem nem dá bola para o torcedor desde que a dinheirama continue sendo depositada? Fico com o chiliquento.Fabrício só prejudicou a ele mesmo. Para aqueles que, como eu, o consideram um bom lateral em má fase, pode ter prejuicado o Inter caso rescinda ou seja mandado embora. Esta de que ele manchou a história da instituição quando jogou a camisa no gramado é coisa de torcedor passional ao cubo. Como se o Inter pudesse ser atingido pelo gesto.Teremos mais Fabrícios em breve. As Arenas colaram o torcedor ao jogador. Lembro de ter sentado na primeira fila numa Arena durante a Copa da África do Sul. Poderia conversar com o jogador se quisesse. Ah, um profissional não pode ser destemperado? Ora, são justamente os profissionais os que são submetidos a maior pressão. Um ingrediente ajudou na explosão do jogador, seu drama familiar que não tratarei aqui por saber através de terceiros. Vida que segue.