Hiltor Mombach

Fabrício surtou. Surtar é humano.

Fabrício surtou.
Mandou o torcedor visitar a ponte de Paris.
Surtar é humano.
Quem nunca surtou?
Não vale argumentar que um profissional não pode surtar: a pressão maior recai justamente sobre os profissionais.
Grandes tenistas têm chilique.
Até hoje se fala da cabeçada de Zidane em Materazzi.
Fabrício precisa de tratamento psiquiátrico.
Com urgência.
Dias atrás escrevi aqui mesmo da preocupação da direção do Inter com o lateral, que estaria enfrentando uma série de problemas.
Não julgo o lateral.
A torcida já fez isto.
Quem estava no Beira-Rio não quer mais vê-lo com a camisa vermelha.
Sábio, Piffero vai dormir para decidir o que fazer.
O travesseiro é ótimo conselheiro.
Em 2002, a diretoria do Internacional comunicou ao atleta Júnior Baiano seu desligamento do emprego por justa causa.
O zagueiro não havia retornado com a delegação após uma partida pelo Brasileiro no Rio.
O jogador ajuizou a reclamação trabalhista.
O caso parou no TST.
Depois de 11 anos ficou definido que o Inter pagaria R$ 354 mil em 21 parcelas.
A última em janeiro de 2015.
O caso de Fabrício é diferente.
Piffero vai ouvir o seu Jurídico.
Faz bem, pois preserva o dinheiro da instituição.
Até segunda-feira-feira, o jogador está suspenso.
Quando jogou a camiseta no chão, Fabrício encerrou a sua passagem pelo Beira-Rio.
Isto, somado aos gestos obscenos, tornaram insustentável sua permanência.
Hoje, é preciso preparar os jogadores psicologicamente para enfrentar as vaias de uma torcida que fica junto ao gramado.
Recomenda-se que Fabrício acerte amigavelmente a sua rescisão ainda hoje e vá procurar outro clube.
E que busque ajuda médica para prosseguir com a sua carreira.