Estava na praia desde quarta-feira, dia do fatídico incidente protagonizado pelo lateral esquerdo Fabrício.
Teço algumas considerações importantes:
- Devemos evitar generalizações. Logo, digo que uma parcela pequena da torcida do Inter realmente se comporta inadequadamente, vaiando os jogadores durante a partida.
Outra parcela, na qual me incluo, critica quem o faz durante a partida.
Só vaio no final do jogo, se entender necessário. A entrevista do Dalessandro é perfeita nesse sentido. Ele diz que o jogador ouve tudo no vestiário e quando há vaia já na escalação, o jogador entra pressionado e perturbado. Portanto, deve-se sim evitar a vaia antes e durante, embora não seja proibido vaiar.
- O Fabrício é um ser humano, passível de erro como todo mundo. O jogador rico hoje muitas vezes foi muito pobre na infância, sofreu agruras, fome, miséria, e toda sorte de infortúnios que acometem muitos brasileiros.
O dinheiro que passou a ganhar não o fará esquecer de suas misérias, nem tirará da cabeça, como num passe de mágica, seus sofrimentos e perturbações inerentes aos seres humanos.
É um lateral limitado, na minha opinião, porém esforçado, que ajudou muito na conquista da vaga na Libertadores no ano passado e neste ano não vinha nada bem.
Entretanto, em que pesem os dois fatores ora expostos, do erro da torcida quando vaia durante o jogo e do fator psicológico que deve ser analisado num momento de estresse profundo como ocorreu, penso que Fabrício deva ser negociado e não pode voltar a jogar no Inter.
Discordo, portanto, deste colunista, que entende o gesto de atirar a camiseta no chão como algo perdoável e não tão grave e que critica como torcida passional quem o crucifica por isso.
A camiseta de um clube, Hitor, seja qual for a equipe, é o símbolo daquele time.
É como jogar no chão uma bandeira dos EUA no meio de Nova Iorque, provavelmente a pessoa seria presa.
Fabrício poderia ser perdoado pelos gestos contra a torcida, não foi a primeira vez que um jogador criticou a própria torcida. Agora, jogar no chão o símbolo maior do clube, isso não é passível de perdão.
O que veremos nesta segunda-feira, com certeza, será a venda desse jogador.
A direção agiu certo ao não se pronunciar no calor do momento, pois o Presidente é um administrador e como tal não pode rasgar dinheiro.
O jogador tem valor de mercado.
Agora, diga-se, se com Fabrício a situação da lateral estava ruim, sem ele vai piorar. Portanto, direção do Inter: venda-o, porém não tarde em repor essa perda.
PS: lamentável as tentativas infundadas de gremistas de imputarem ao Inter crime de racismo e/ou injúria racial. Esquecem que no caso gremista foram vários torcedores cometendo esses crimes e contravenções de forma comprovada e clara, e no Beira-Rio seria um, que sequer há provas concretas e que trata-se de um afrodescendente, o que perde ainda mais o sentido de haver cometido tais atos.
Triste, pra não dizer repugnante, essa tentativa de imputar à torcida do Inter os mesmos erros de torcedores gremistas.
Racismo não tem mais vez no futebol, parem de procurar pelo em ovo.
Abraços,
Dênis Schorr
Teço algumas considerações importantes:
Outra parcela, na qual me incluo, critica quem o faz durante a partida.
Só vaio no final do jogo, se entender necessário. A entrevista do Dalessandro é perfeita nesse sentido. Ele diz que o jogador ouve tudo no vestiário e quando há vaia já na escalação, o jogador entra pressionado e perturbado. Portanto, deve-se sim evitar a vaia antes e durante, embora não seja proibido vaiar.
O dinheiro que passou a ganhar não o fará esquecer de suas misérias, nem tirará da cabeça, como num passe de mágica, seus sofrimentos e perturbações inerentes aos seres humanos.
É um lateral limitado, na minha opinião, porém esforçado, que ajudou muito na conquista da vaga na Libertadores no ano passado e neste ano não vinha nada bem.
Discordo, portanto, deste colunista, que entende o gesto de atirar a camiseta no chão como algo perdoável e não tão grave e que critica como torcida passional quem o crucifica por isso.
A camiseta de um clube, Hitor, seja qual for a equipe, é o símbolo daquele time.
É como jogar no chão uma bandeira dos EUA no meio de Nova Iorque, provavelmente a pessoa seria presa.
Fabrício poderia ser perdoado pelos gestos contra a torcida, não foi a primeira vez que um jogador criticou a própria torcida. Agora, jogar no chão o símbolo maior do clube, isso não é passível de perdão.
A direção agiu certo ao não se pronunciar no calor do momento, pois o Presidente é um administrador e como tal não pode rasgar dinheiro.
O jogador tem valor de mercado.
Agora, diga-se, se com Fabrício a situação da lateral estava ruim, sem ele vai piorar. Portanto, direção do Inter: venda-o, porém não tarde em repor essa perda.
Triste, pra não dizer repugnante, essa tentativa de imputar à torcida do Inter os mesmos erros de torcedores gremistas.
Racismo não tem mais vez no futebol, parem de procurar pelo em ovo.
