Hiltor Mombach

Falar e fácil, retrucar também

Dia 12 de dezembro de 2014. Marcelo Medeiros, candidato a presidente do Inter pela Situação, e Vitorio Piffero, pela Oposição, debateram na Rádio Guaíba.
Piffero criticou o fato de o Inter ter jogado com reservas nos jogos de Copa do Brasil e Sul-Americana.
Disse que não é o técnico que deve tomar esse tipo de decisão.
“Nós temos que entrar nos jogos com o melhor que puder.
Temos que ter o espírito de buscar a vitória. Na Copa do Brasil e na Sul-Americana me pareceu que nós estávamos abdicando da vitória. Me pareceu que essa decisão não tenha sido tomada por um dirigente”.
Medeiros se defendeu. Afinal, ele era o vice de futebol de Luigi.
Afirmou que na Sul-Americana e na Copa do Brasil o Inter havia colocado o melhor time disponível.
Disse que teria que receber os méritos pela campanha no Brasileirão e não apenas as criticas pelos momentos ruins do ano:
“Nos dois jogos da volta tivemos problemas no departamento médico.
Os jogadores que não foram para as partidas não estavam em condições para o jogo.
Quem trabalha com futebol sabe a importância do departamento médico para a escalação do time.
Tenho certeza de que o Vitório quando presidente não escalou nenhum jogador com risco de lesão”.
Com Piffero presidente o Inter vem abdicando de vencer no Brasileiro, tanto que o time está de namoro firme com a turma dos rebaixados hoje.
A justificativa é de que o treinador Aguirre vem colocando em campo o melhor time disponível.
Por trás dos dois discursos, uma verdade: o planejamento do futebol das equipes principais dos clubes, e não apenas do Inter, é feito com base em resultados. Bons resultados garantem até a falta de planejamento.
Se o Inter passar pelo Tigres, terá feito tudo certo; se parar na semifinal, tudo errado.
O resto é o resto.