Falcão é um fenômeno
Falcão é um fenômeno.
Está sempre na lista de espera na hora de o Internacional trocar de treinador.
Isto desde 1993, quando treinou o Inter e não foi bem.
Falcão é um sujeito de muitos amigos.
Que ajudam a influenciar os dirigentes colorados.
É verdade que sem sucesso nestes últimos 17 anos.
Entre Falcão e Fossati, Fernando Carvalho atacou de Fossati.
Entre Falcão e Roth, Fernando Carvalho foi de Roth.
As informações dão conta de que Fernando Carvalho resistiu bravamente a pressão por Falcão. Nada pessoal. Carvalho é admirador de Falcão. Como analista de futebol.
Mas a turma dos influenciadores não desiste.
Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
Com a negativa de Dunga e a impossibilidade de tirar Dorival Júnior do Atlético-MG, restou Falcão.
Feito uma frase feita: "Se não tem tu, vai tu mesmo".
Feito pensamento mágico: se Renato está dando certo no Grêmio, Falcão pode dar certo no Inter!
Qualquer semelhança entre Falcão e Renato é mera coincidência. Falcão atuou como treinador de 1990 a 1995, tendo passado por Seleção Brasileira, América do México, Inter e Seleção do Japão. Renato só faz treinar nos últimos 15 anos.
Ironia do destino.
Roth será substituído por um volante.
Na sua primeira passagem pelo Inter, Falcão mandou desembarcar um jogador chamado Beto Cruz.
Veio do México.
Uma espécie de precursor do espetacular Wilson Mathias.
Com Falcão, o Inter embarca numa aventura.
Mas não está escrito em lugar algum que aventuras não podem dar certo. E, cá entre nós, para fazer mais do que Celso Roth vinha fazendo não é preciso ser um bambambã.
Para os menos avisados, gosto do Falcão.
Vai algum tempo, nos encontramos num aeroporto e ele lembrou que eu fui o primeiro a convidá-lo a atuar na imprensa.
E sei que ele vai com a minha cara.
Mas neste caso Falcão cabe todo em outra frase feita: como treinador, ele é um ótimo comentarista
