Escrevi certa feita que é no futebol que os coerentes se afundam.
Futebol é coisa de doido.
Toda tese, da mais obtusa à mais insana, viverá seu momento, mesmo que fugacíssimo, de confirmação e consagração. Estamos diante de uma verdade irretocável. O insensato que duvidasse da genialidade de Pelé, colocando-o no rol dos jogadores medianos, diria, pelo menos uma vez:
‘Viu, eu não disse?’.
Sim, até o rei teve dias de nada".
Vou dizer mais: todas as teses são clichês.
Vejam meu caso: invadi anos implorando por Adalberto Preis e Saul Berdichevski no futebol do Grêmio.
Sou dos antigos.
Minha convicção é de que dirigente cascudo faz bem.
Cascudo no futebol é um clichê.
Preis e Saul assumiram e deu Grêmio campeão da Copa do Brasil.
Minha tese estava certa.
Como tantas outras foram furadas.
É do jogo de quem faz tese todos os dias.
Minha tese de hoje é outro clichê: o Grêmio precisa contratar pontualmente e jogadores que desembarquem como titulares.
Trata-se de uma obviedade. O futebol é feito de obviedades.
Há quem transforme a testa em pregas miúdas, como quem dirá algo novo, genial, para dizer o óbvio. O óbvio é o óbvio. O Grêmio tem um time. Ponto. Precisa de alguns complementos. Ponto.
Três ou quatro peças certeiras e estará pronto para disputar a Libertadores em condições de faturar o tão sonhado tricampeonato. Se empilhar jogadores razoáveis aumentará sua folha de pagamento e terá meio time.
Meio time não serve para a Libertadores. Estou fechando com o discurso de Renato: "Temos que pensar em dois nomes de peso, que vão chegar chegando”. É isso aí. Contratar pontualmente e ir dispensando que não aprovou.
Se fizer isto o Grêmio estará no caminho certo.
Trata-se de uma um clichê. Em tese.
