O Brasil segue preconceituoso com seus veteranos. Volta e meia Felipão é rotulado de ultrapassado.
Ele que nunca fez questão de parecer moderninho.
Trata-se do técnico brasileiro com mais títulos no século XXI.
Como?
Sempre com base na filosofia de um futebol de aplicação e marcação.
Parece ser pecado, no país, ter convicções.
Ninguém em tempo nenhum carregou tão fortemente os estigmas de herói e vilão.
Foi herói da conquista da Copa de 2002 (sem convocar Romário) e vilão em 2014 nos 7 a 1 diante da Alemanha. É criador de um estilo conhecido até pelos quero-queros, o estilo Felipão.
Deveria ser festejado em chegar aos 70 anos trabalhando.
Quando se responsabiliza, com ataques até, Felipão pela eliminação do Palmeiras, está se retirando de Renato o mérito de levar o Grêmio a uma virada dupla.
Virou o 1 a 0 da Arena e, depois, o 1 a 0 do Pacaembu.
Acho, um pouco por achômetro e outro por intuição, que Felipão desperta muita inveja.
Felipão desperta inveja
Ninguém em tempo nenhum carregou tão fortemente os estigmas de herói e vilão
