Hiltor Mombach

Fernandão. Para lembrar

Caro Hiltor,
Na manhã do dia 7/6/2014, fui acordado por uma ligação do meu amigo colorado Rodrigo Navarro Lins de Aguiar, que me deu a fatídica notícia do falecimento do eterno Capitão.
Por ironia do destino, 7 de junho é uma das datas mais emblemáticas da história colorada: marca, a um só tempo, o apogeu (2007, conquista da tríplice coroa) e o perigeu (2014, despedida daquele que ergueu as três taças redentoras e, com a camisa do Inter, fez tudo aquilo que eu sempre sonhei fazer).
Naquele dia 7/6, não tive forças para seguir o ritual que tais datas exigem (reler crônicas dos jogos, ouvir narrações e assistir a vídeos dos jogos e dos gols das conquistas datadas...).
Naquele dia 7/6, todos os caminhos nos levavam ao Beira-Rio. Era dia de despedir-se e agradecer.
Sobretudo agradecer.
Vivemos, os colorados, um momento difícil dentro e fora de campo.
Mas hoje, em especial, é um dia muito difícil para aqueles colorados que, como eu, foram forjados torcedores nos quase insuportáveis anos 90.
E é um dia difícil porque marca o passamento do principal responsável pela mudança na gangorra do futebol gaúcho: Fernandão.
Mas não te escrevo esta mensagem como forma de lamento, apesar da tristeza inerente, e sim como forma de alento aos jovens colorados que ainda não viram uma grande conquista do Inter e, desavisados do caráter cíclico do futebol, são alvos de flautas do rival, que resgatou sua autoestima abala havia 15 anos.
Neste 7/6/2018, fiquem os jovens colorados com a certeza de que esta imagem (embora com outros personagens) se repetirá:
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Autorizo a publicação.



Douglas Ricalde