
Alguns tópicos do dia:
• Durante o jogo Pachuca x Mazembe recebemos a agradável visita do ex-técnico Abel Braga, acompanhado do auxiliar Leomir Souza. Rapidamente, para a alegria geral, rememoramos algumas passagens da nossa longa convivência que culminou com o título mundial em 2006, isso após muito trabalho, sofrimento e aprendizado. O Abel continua o mesmo boa-praça de sempre, e antes de deixar o local, comprometeu-se comigo a realizar, na sua residência, um churrasco gaúcho com carne australiana. Vamos marcar o dia para que a promessa seja cumprida.
• Por iniciativa dos jogadores, toda a delegação foi assistir ao jogo das quartas de final entre Pachuca e Mazembe. A contrário da minha previsão inicial, os africanos acabaram classificados em um jogo que serviu de lição para todos nós. Digo lição, pois ficou claro que os mexicanos subestimaram o time africano, achando que a partida era fácil e o adversário seria superado sem nenhum esforço. Sinal evidente desta postura foi a escalação mexicana, que colocou o atacante Luna (nº 11) como ala pela esquerda e os meias Peña e Martínez como volantes. Jogaram o primeiro tempo sem nenhuma contenção na sua intermediária, permitindo aos africanos liberdade para as ações ofensivas.
• No segundo tempo, após o gol africano, o Pachuca praticamente atirou-se para cima. Passou a utilizar quatro atacantes, o que permitiu aos africanos, principalmente aos atacantes Kaluyituca (nº 15) e Singuluma (nº 10) várias oportunidades. Enfim, venceu o Mazembe de forma justa, sinalizando que haverá uma partida muito dura na semifinal, principalmente se não soubermos respeitar o adversário da África.
Fernando Carvalho
