Carlos Corrêa
Na próxima segunda-feira à noite, um desfile com 12 mulheres vai definir quem será a "Musa do Gauchão 2019". A premiação está marcada para a própria sede da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), que promove o evento. De acordo com o regulamento da competição, serão avaliados os critérios "beleza, comunicabilidade, desenvoltura e simpatia". Chama a atenção, no entanto, um dos pré-requisitos às candidatas: estar solteira.
A obrigatoriedade, ainda que um tanto quanto politicamente incorreta, não chega a ser uma surpresa em concursos de beleza. Na verdade, remonta a uma regra estabelecida após a Miss Finlândia ter abandonado, em 1952, suas atribuições como miss para se casar com um empresário. Aqui no país, em 2015, a vencedora do Miss Mundo Brasil, Ana Luísa Castro, renunciou à coroa depois que a organização do evento descobriu que ela era casada. A FGF, quando questionada sobre os motivos para que, mesmo em 2019, um dos pré-requisitos seja o estado civil, primeiro sinalizou que a pergunta teria que ser encaminhada ao produtor do evento. Depois, informou que o vice-presidente e vice-jurídico Luciano Hocsman seria a pessoa adequada para dirimir a dúvida. No entanto, não houve resposta por parte do dirigente.
No mesmo regulamento, também consta como obrigatório que as candidatas sejam do sexo feminino. Ainda que aparentemente pareça uma regra óbvia, vale lembrar que mesmo em concursos de beleza tradicionais como o Miss Universo, desde 2012 são aceitas inscrições de mulheres transexuais.
