Carlos Corrêa / Interino
O Grêmio é, com méritos, campeão da Libertadores. O Grêmio vem sendo, incontestavelmente, um dos melhores times do país nos últimos dois anos. O Grêmio foi prejudicado pelo calendário em função de ter disputado o Mundial de Clubes. Tudo isso é verdade. Assim como é verdade que a campanha do Grêmio no Campeonato Gaúcho é um fiasco. Um fiasco. Quatro pontos em 21 disputados não admite outro adjetivo. Não há mais também como colocar toda a culpa na equipe de transição. Sim, a campanha do terceiro time foi pífia, com um empate e três derrotas. Mas titulares e reservas não fizeram nada de muito melhor até o momento - até porque pior era difícil. Somados os dois jogos do time titular, mais a atuação dos reservas, sábado na derrota para o Veranópolis, e o aproveitamento é de irrisórios 33%. Ao final de sete rodadas, o Tricolor está na zona de rebaixamento. É muito, mas olha, muito improvável que o Grêmio caia no regional. Mas o simples fato de estarmos discutindo isso mostra o quão constrangedora é a participação da equipe na competição. Para piorar a situação, é quase certo que Renato Portaluppi tenha que optar em pelo menos mais dois jogos pelos reservas. Diante do Novo Hamburgo é certo, já que dois dias depois estreia na Libertadores. Depois, a menos que decida jogar com os titulares três vezes (Juventude, São Paulo e o Gre-Nal) em um intervalo de oito dias, haverá preservação de novo
