Hiltor Mombach

Filosofia

"O importante não é vencer, mas competir. E com dignidade." Esse era o lema do educador francês Pierre de Frédy, mais conhecido como Barão de Coubertin. Com o tempo, o lema foi sendo aplicado mais ao chamado amadorismo puro. Depois, o mundo capitalista revelou o amadorismo marrom, atletas competindo por comida, um regalo, qualquer coisa do gênero.

Conforme o capitalismo avançou, o amadorismo regrediu até desaparecer. Só Fidel Castro ainda acredita em Papai Noel. Os atletas cubanos não. Vendem charutos para sobreviver. Quando não pedem asilo para viver em países capitalistas. Mas a coisa está demais. Vai tempo que retiraram os telefones públicos das salas de imprensa dos Jogos para obrigar a comprar produtos telefônicos no país organizador.

Em Londres o capitalismo chegou ao máximo. Vou pagar uma grana para uma senha que me permite usar a Internet nos locais de competição. A senha é bloqueada no hotel. Tenho que pagar por outra senha no hotel. Ah! Comecei como este tal de amadorismo puro, morto e sepultado, para dizer que o Brasil aplicou R$ 2,1 bilhões para bancar os atletas para os Jogos de Londres. Quase todos muito bem remunerados, e é bom que seja assim. A grana entra, mas a filosofia do barão segue quase a mesma: "O importante não é vencer, mas competir. E com dignidade".