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Não preciso conhecer o calendário maia para saber que ele não inspirou a crença no fim do mundo. Os indicativos de que o mundo está por um triz partem do futebol. E, aqui entre nós, o fim do mundo não precisa ser coletivo. Cada um ou cada torcida vive o seu fim do mundo. O The Sun foi o primeiro a fazer tal revelação. Enquanto o Corinthians levantava a taça de campeão mundial o jornal inglês estampava: “O Fim do Mundo”. Em 2006 o mundo acabava para os catalães com o Barça desabando diante do Inter. Volto ao Timão. O fim do mundo estava escrito quando ganhou a inédita Libertadores. E está escrito através de outros acontecimentos, todos ligados ao futebol. Fernando Carvalho, por exemplo, abandonou o Olimpo colorado, tornando-se um simples mortal. E Fábio Koff retornou ao Olímpico, agora transformado em Zeus. Fim do mundo foi ver Luigi interromper uma sequência de seis anos de conquistas internacionais pelo Inter, que voltou ao tempo das cavernas, contentando-se com um ruralito. Para o Juventude, o fim do mundo foi despencar da Série A para a D em quatro anos. Mas um mundo que se preze não pode ter fim sem ver Odone campeão de um Brasileiro. O mundo também tem lá as suas fantasias a realizar e até o fim do mundo precisa de um fim espantoso. Portanto, pelo calendário do futebol, o mundo não acaba hoje.