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O Internacional pós 2006 se tornou uma máquina de arrecadar e gastar dinheiro. Nos últimos anos figura entre os três clubes brasileiros de maior faturamento. Justificou o investimento no futebol com conquistas importantes no campo e taças no armário. Isto não vem acontecendo mais. Não foram suficientes R$ 112 milhões para ganhar o Gauchão e não ser rebaixado no Brasileiro. O orçamento de 2013 previa R$ 112 milhões para o time principal, R$ 4,5 milhões para o Sub-23, R$ 14,7 milhões para a base e R$ 542 mil para a Escola Rubra. A direção solicitou uma suplementação orçamentária de R$ 53 milhões. Os custos autorizados no orçamento e aprovados pelo Conselho Deliberativo somavam R$ 132 milhões. Provando ter rompido com o bonifratismo e cumprindo com a missão de salvaguardar os interesses da instituição o Conselho Fiscal elaborou um parecer inédito: “Sugerimos que não se permitam mais pedidos de suplementação de despesas já realizadas; em sentido contrário só poderão ser chamados os Conselhos Fiscal e Deliberativo para a apreciação de pedido de suplementação que versem sobre despesas que se pretendam realizar”. Para arrematar, acrescentou: “Opina o Conselho Fiscal pela rejeição da suplementação orçamentária”. A bola está com os conselheiros, que votam hoje. Se é que o pedido irá para votação.