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O Internacional deve R$ 240 milhões a curto prazo. Com os recebíveis, cai para R$ 131 milhões. O maior valor a pagar está com os direitos de imagem de jogadores, R$ 63 milhões. Um valor histórico. Sandro Farias, da Controladoria e Transparência do Inter, explica que houve uma mudança de critério na formatação do balanço de 2015. Na prestação de contas da gestão 2015, conta que agora há o “reconhecimento integral de R$ 45 milhões em passivos antes não contabilizados, decorrentes dos contratos de imagem em vigência, assegurando ao clube pleno enquadramento aos critérios de contabilização (exigência da resolução ITG 2003 do Conselho Federal de Contabilidade, vigente desde 2013”. Na prestação de contas, o Inter comemora o fato de ter adotado “medidas para recuperar sua situação financeira, como a negociação com o passivo e a retomada do fluxo normal de pagamentos das despesas atuais realizadas. Dessa forma, o clube diminuiu os encargos com multas e juros, que chegavam a R$ 500 mil ao mês, colocou em dia o pagamento de fornecedores e prestadores de serviços, diminuiu despesas e aumentou receitas”. A dívida de R$ 240 milhões a curto prazo não assusta Sandro Farias. Ele acha que pela primeira vez em muitos anos o clube está faturamento mais numa temporada do que deve. Em 2005 a receita bruta ficou nos R$ 297 milhões.