Hiltor Mombach

Fluminense x o ricaço Chelsea. Mas se é mata-mata, tem jogo

Amigos, só o mata-mata permite sonhar em ver de novo um brasileiro campeão mundial. Viva o mata-mata.

Sou um obsessivo confesso.
O amigo que me acompanha nesta coluna há de lembrar que desde 2003, quando do advento do Brasileiro por pontos corridos, venho pregado de forma repetitiva que não veríamos Grêmio ou Inter campeões pelos próximos 100 anos. Sou um inconsolável viúvo do mata-mata.

Por esta abundância de emoções, pela fome ofensiva, pela negação do futebol retranqueiro, sou um apaixonado pelo sistema mata-mata.
Só a Copa do Brasil nos fornece combustível assim. Vejam: enquanto o Brasileiro amontoa jogos sonolentos, a Copa do Brasil é nitroglicerina pura. Os mesmos jogadores que dormem em campo durante o Brasileiro voam na Copa do Brasil. A metamorfose atinge principalmente os torcedores.

O Mundial de Clubes é a prova provada que só o mata-mata iguala os desiguais.
O Fluminense é modestíssimo financeiramente se comparado aos europeus.
Não figura entre os 70 ou 80 mais ticos do mundo. Pois hoje encara o Chelsea, o 10ª mais rico.

Amigos, só o mata-mata permite sonhar em ver de novo um brasileiro campeão mundial.
Viva o mata-mata.
E dá-lhe Flu!

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