Hiltor Mombach

Fora da Copa. Não há justiça em futebol

Não há justiça ou injustiça quando o assunto é futebol.
Há o resultado e ponto final.
Tivesse justiça e o Brasil no mínimo levaria o jogo contra os belgas para a prorrogação.
No mínimo.
Tantas foram as chances de gol perdidas.
O empate, sempre iminente, não saiu.
Brasil 1 x 2 Bélgica fizeram o melhor jogo da Copa até aqui.
Teve estratégia, disputa, lances individuais e gols.
O se não joga mas fiscaliza.
Se Arthur tivesse sido chamado não daria conta do recado na ausência de Casemiro?
Os sete centímetros a mais do que o volante do Grêmio serviram para Fernandinho marcar um gol contra e só.
Não precisou ganhar a primeira bola na altura e, por baixo, não viu a cor da pelota no segundo gol belga.
Esqueça que você é colorado ou gremista e que sou assumidamente bairrista.
Não haveria como Arthur jogar menos do que Fernandinho jogou contra os belgas.
Nada ajudou e comprometeu.
Não vou procurar chifre em cabeça de cavalo nem pelo em ovo.
Mas que o VAR (árbitro de vídeo) prejudicou o Brasil ficou evidente outra vez ontem. Teve um pênalti em Gabriel Jesus.
Mal começava o segundo tempo e, se convertido, mudaria todo o panorama.
O Brasil sai da Copa.
Não joga menos do que a Bélgica, mas caiu. Brasil, Bélgica e França foram as melhores seleções até aqui na Rússia.
Uma se foi. A outra sairá na terça-feira. Maldito chaveamento.
Delete, se possível, o fato do amigo ser brasileiro, ter torcido muito e estar sofrendo.
Tivemos um grande espetáculo, este sim digno de Copa do Mundo.
Não ganhou o melhor, mas isto é futebol.
Nos 2 a 0 pensei na virada da própria Bélgica sobre o Japão.
Mas fazer três no Japão é uma coisa e tocar três nesta Bélgica é outra bem diferente.
Nos lances posteriores ao gol de Renato Augusto vi o empate desenhando.
Se jogar mais dez vezes contra os mesmos belgas uma destas bolas desperdiçadas ontem entra.
E uma seria suficiente para nos levar até a prorrogação.
A final da Copa do Mundo será entre europeus.
Os últimos sul-americanos foram eliminados nas quartas de final.
Antes, o Uruguai havia caído diante da França. A Europa terá 12 taças ao final da Copa da Rússia. Os Sul-Americanos seguirão com nove.
França e Inglaterra podem ser bi.
Qualquer outra Seleção levantará o caneco pela primeira vez.
O Brasil continua sem disputar o caneco. A última decisão foi em 2002, a do pentacampeonato contra a Alemanha, no Japão, com Felipão no comando.
A tragédia termina aqui. Estaremos em Catar em 2022 buscando o hexa.
Sonhei com o hexa e acabei eliminado nas quartas de final.
Ninguém encostará em títulos no Brasil na Rússia.
A Alemanha, que poderia ser penta, já saiu, e a Itália, também com quatro canecos, nem foi.
No plano doméstico nem Argentina nem Uruguai serão tri.