Hiltor Mombach

Fritura geral e irrestrita

Ricardo Teixeira, que Romário rotulou de “câncer do futebol brasileiro” renunciou ao cargo de presidente da CBF. Caiu pela pressão da imprensa mas, acima de tudo, por jamais ter sido digerido pela presidente Dilma, que aproveitou todas as oportunidades que teve para deixar claro de que não gostava de vê-lo no comando da CBF e muito menos do Comitê Organizador Local da Copa de 2014. Nos últimos tempos a fritura vinha sendo geral e irrestrita.
Sai Teixeira e entra José Maria Marin, cartolão de 79 anos e que coleciona desafetos, entre eles o presidente da FGF, Noveletto, sinal de que os tempos serão ainda mais bicudos para o futebol gaúcho. Marin ganhou fama nos últimos dias por colocar no bolso uma medalha durante premiação da Copa São Paulo. Na política, “Zé das Medalhas” foi apadrinhado por Paulo Maluf, chegando a ser governador biônico de SP. A CBF trocou seis por meia dúzia.