Hiltor Mombach

Futebol é momento

Riquelme, Palermo, Palacio, Neri Cardozo, Banega, Ledesma, Ibarra..
De um lado um Boca Juniors infernal, comandado por um maestro genial, Riquelme.
“Foi o melhor Riquelme que vi. Era uma equipe que ia adiante, a mais ofensiva que dirigi”, diria 10 anos depois técnico Miguel Ángel Russo.
O ano era 2007 e o Grêmio convivia com a pior crise financeira da sua história.
Mesmo assim, chegou até a final da Libertadores. Levou 3 a 0 na Bombonera e 2 a 0 no Olímpico.
Dez anos depois um outro Grêmio começa nesta quarta-feira a peleia para estar novamente numa final de Libertadores.
Vai em busca do tricampeonato tão sonhado.
O rival da semifinal é o Barcelona de Guayaquil.
O inimigo da semifinal de 2007 foi o Santos, com o segundo jogo lá. Fez 2 a 0 no Olímpico e sustentou heroicamente um 3 a 1 na Vila.
Passando pelo Barcelona irá encarar River Plate ou Lanús na final.
Um argentino no caminho outra vez.
Sempre lembrando que primeiro tem que passar pelo Barcelona.
As apostas se concentram numa final entre Grêmio e River.
Este Grêmio é melhor do que aquele de 2007 e este River é inferior ao Boca.
Justifica-se, portanto, o entusiasmo do torcedor gremista.