Hiltor Mombach

Futebol é negócio. Negócio é dinheiro/ Ronaldinho não voltaria atraído pela Praia do Lami, muito menos pela noite de Porto Alegre.

Futebol é negócio. Negócio é dinheiro/ Ronaldinho não voltaria atraído pela Praia do Lami, muito menos pela noite de Porto Alegre.

Futebol é negócio. Negócio é dinheiro.
Ronaldinho deixou o Grêmio para ganhar uma fortuna na Europa.
Eric Lovey, o empresário acusado de “roubar” o craque em 2001, garantia que o jogador recebia R$ 2,5 mil por mês na carteira na época.
Poderia ganhar dez vezes mais, não faz diferença. A diferença era que no Grêmio da época alguns jogadores recebiam 200 mil dólares. Isto num ano em que o dólar chegou a valer R$ 2,70. São R$ 540 mil por mês.
E o guri da casa, uma merreca.
E, se saiu da forma como saiu, é porque o Grêmio dormiu no ponto.
Assim como a saída, o retorno será por negócio. Negócio é dinheiro.
Negócio bom é aquele no qual todos ganham.
O Grêmio não está nesta briga ferrenha para repatriar jogador por amor, mas porque espera lucro.
E se Ronaldinho der resultado em campo, como deve dar, os lucros estarão garantidos.
Ronaldinho não voltaria atraído pela Praia do Lami, muito menos pela noite de Porto Alegre.
Também não atraído pela disputa da Libertadores, como quem transforma o campeonato em vitrina.
Ninguém espera que, aos 34 anos, quando encerrar seu contrato, ele seja negociado para Chelsea, Bayern, Flamengo...
Mais: Ronaldinho, duas Copas do Mundo (campeão em 2002), duas vezes escolhido como o melhor jogador do mundo pela Fifa, jogador da década da revista World Soccer em 2009, é a sua própria vitrina.