Hiltor Mombach

Futebol e novela

Dias atrás Jamil Chade publicou no seu blogue “Contos da Bola”, abrigado pelo Estadão, artigo que levou o seguinte título:
“Brasileirão já é 6º campeonato mais rico do mundo”.
Chade trabalhou com dados de uma pesquisa da Deloitte só publicada no exterior até este momento.
Está lá: “A renda do futebol brasileiro cresce a uma taxa três vezes superior a da Europa e o campeonato nacional já é a sexta liga mais rica do mundo, além de ser a maior fora do Velho Continente.
Segundo o informe anual da empresa, o Brasil é apenas superado pela Inglaterra, Alemanha, Espanha, Itália e França.
”Entre os desafios para seguir competindo com as grandes ligas mundiais e, quem sabe, ser o quinto campeonato mais rico, o relatório aponta:
“Outro aspecto será o de confrontar redes de tevê que exigem que jogos ocorram em horários que não atendem ao torcedor que quer ir ao estádio, tarde da noite e depois da novela.”
Por aqui, pelo horário (muitos jogos começam às 22h) passa um dos grandes problemas do Brasileiro, a renda da bilheteria. Segundo o estudo “hoje, isso significa apenas 10% da renda dos clubes e a média de público de 13,2 mil por jogo é decepcionante”.
Para mudar este cenário, os clubes teriam que se unir e exigir horários mais interessantes para o torcedor, fazendo valer a máxima de que o Brasil é o país do futebol e não das novelas.