Hiltor Mombach

Futebol gaúcho, ainda

Caro Hiltor:
Minha sugestão para um apoio efetivo e objetivo, tanto do Banrisul como das cotas da TV é que deveria haver o critério da hierarquia, entre os clubes do interior, para uma distribuição justa.
Assim, os quatro deles que mais vezes chegaram como terceiros colocados - e, portanto, "campeões do interior" - desde que o Gauchão existe merecem receber um valor mais alto. Pela ordem de chegada: Juventude, Caxias, Novo Hamburgo e Brasil.
Além do mais, o Cruzeiro como campeão gaúcho (1927) seria contemplado da mesma forma. O próprio Pelotas, agora na Segundona, tem dois títulos estaduais, o Farroupilha, o São Paulo e o Riograndense igualmente, mas com taxa menor por estarem numa série inferior.
E não se pode esquecer que os clubes que jogam o ano inteiro devem, necessariamente, ter o quinhão maior do que os chamados "sazonais" (disputam três meses e podem investir mais, porque depois tomam chá de sumiço, num flagrante prejuízo a quem procura disputar e se manter durante toda a temporada).
O Banrisul não sofreria uma sangria desatada.
Se repassar 150 mil mensais para os quatro melhores ranqueados terá uma despesa com eles em torno de 650 mil reais e de cerca de oito milhõe/ano.
Para os demais, valores entre 80 a 100 mil reais. Num cálculo superficial, o "Banco de Todos os Gaúchos" (???) desembolsaria, no total, para todos os clubes do interior perto de 15 milhões anualmente, o que corresponde à parceria com apenas um dos dois integrantes da dupla GreNal.
Esse absurdo está pedindo para ser reavaliado por uma mera questão de justiça. Somos todos gaúchos. Ou não?



Chico Michielin tentando salvar o que ainda resta do futebol gaúcho e com ajuda como a tua.