Hiltor Mombach

Futebol na alma

O São Paulo de Rio Grande é o retrato da crise do futebol do Interior do RS. E também de como algumas cidades cultuam o esporte bretão
Antes de prosseguir: o clube nada teve a ver com os incidentes de sábado no Aldo Dapuzzo.
O presidente do clube, Domingos Escovar, herdou uma dívida de de R$ 400 mil com a CEEE, que se arrasta há anos.
A dívida chegou a ser negociada em gestões anteriores.
Não houve pagamento.
Lucas Pompeu é o advogado da instituição.
Como defesa, alega prescrição.
O embate judicial se arrasta sem data para terminar.
O São Paulo começou o regional deste ano com sua cota de TV (cerca de R$ 800 mil) bloqueada integramente por conta de ações trabalhistas.
Montou um condomínio de credores.
Com isto, liberou 70% da verba da televisão.
Os outros 30% de tudo o que fatura, mais R$ 10 mil/mês, vão para o condomínio.Com o clube endividado até o pescoço, o São Paulo peleia para manter o futebol.
Faz jus ao slogam “mais que um clube, uma paixão.”
Em Rio Grande está outra paixão, assim como o São Paulo centenária, o Sport Club Rio Grande, o mais antigo em atividade no Brasi, que está resgatando associados com uma campanha que leva o nome de “alô, Vovô”.
Vai gostar assim de futebol em...Rio Grande.
Escrevi que o clube nada teve a ver com os incidentes de sábado no Aldo Dapuzzo.
O mandante era o Brasil de Pelotas.
O São Paulo apenas alugou o estádio, cobrando R$ 27 mil.
Não saiu o borderô da partida Brasil x Inter.
Estou curioso para saber do público.
No começo do ano os bombeiros lideraram o estádio para 6,6 mil pessoas.
Em 2014, foi liberado pela BM de Pelotas para 7,8 mil pagantes. A
BM de Pelotas não informou por telefone a capacidade liberada para 2015.
Estes dados nem deveriam ser solicitados, mas de domínio público e contar no próprio site da BM e FGF.