Hiltor Mombach

Futebol nas férias

Carlos Corrêa / Interino

 

Como vocês devem ter percebido, não há uma fotinho ali em cima da coluna, o que significa entre outras coisas que o titular Hiltor Mombach está de férias e este humilde interino — e não adianta usar o “interino” com sentido jocoso porque quem já fez isso anteriormente por e-mail não logrou sucesso — vai acompanhar vocês neste espaço pelos próximos 30 dias. Em parte por ter uma dissertação de mestrado para concluir e em parte porque queria mesmo dar férias para a cabeça, passei os últimos 20 dias acompanhando futebol apenas de revesgueio, sem muito envolvimento e/ou aprofundamento. Lia aqui e ali os reforços que estavam chegando à Arena e ao Beira-Rio até porque né, não dá para trabalhar com isso e ficar alienado total. Mas não fui muito além disso. Em resumo, me envolvi tanto com futebol quanto me envolvi com os filmes indicados ao Oscar e com o Miss Universo (que injustiça com a brasileira, não?). Talvez em função disso tudo tenha voltado das férias bem menos crítico. Assisti ao jogo do Inter no final de semana, por exemplo, e mesmo que tenha achado o time ainda bem capenga, acredito que seja natural, dado tudo que se viu em 2016. O que não é natural foi o comportamento dos torcedores que brigaram nas arquibancadas. No entanto, quanto a isso, sou bastante pessimista. Por mais que dirigentes venham a público criticá-las, no fundo nada será feito pelo simples fato de que esses mesmos dirigentes (vale para o Inter e para vários outros clubes) contam com o auxílio destes mesmos torcedores no período de eleições. Em relação ao Grêmio, se não vieram graaaaandes reforços, é verdade também que a direção conseguiu manter a base de uma equipe que foi campeã há pouco mais de um mês e ainda assim conseguiu fazer contratações pontuais. Mas, também é verdade, nunca é possível descartar que isso sejam só análises feitas de alma leve pelas férias e a coisa mude logo logo. Os próximos dias dirão.