Hiltor Mombach

Gangorra quebrada

Em 2000 o Grêmio formalizou uma parceria com a International Sports Leisure (ISL), então maior empresa de marketing esportivo do mundo.
Valeria por 15 anos.
Assinaram o documento o presidente do clube, José Guerreiro, o presidente mundial da ISL, Heinz Schurtenberger, e o presidente do conselho da empresa, Jean-Marie Weber.
A parceria garantia ao Grêmio várias várias contratações milionárias.

A empresa quebrou e o clube ficou com uma dívida gigantesca.
Várias pessoas, entre elas dirigentes, foram indiciadas, suspeitas de estelionato e formação de quadrilha.
Em 2001 veio a última conquista importante, a Copa do Brasil.
Em 2004, o Grêmio foi apresentado pela segunda vez à Segundona, sendo rebaixado como último colocado de um Campeonato Brasileiro com 24 equipes.
Seis anos depois da falência da ISL, e ainda pagando as contas via condomínio de credores, pagamento que só terminou na gestão Odone, e quatro anos depois de ter sido rebaixado (subiu em 2005) o Grêmio aprovou um contrato para construção da Arena. Hoje o clube tenta comprar a gestão do estádio, pois a parceira, a construtora OAS, está envolvida no escândalo Lava Jato.
É justamente neste período, desde a falência da ISL, em 2001, que o Grêmio viu o Inter aumentar sua vantagem regional. Em 1999, o Inter somava 33 taças, contra 32 do Grêmio. É também a partir deste período que o Inter mais profissionalizou seus departamentos, começando com Fernando Carvalho (2002-2006).


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