Luciano Hocsman era o mais aliviado depois da reunião em que o governador Eduardo Leite autorizou o retorno aos treinos coletivos para segunda-feira e o retorno do Campeonato Gaúcho para 23.
O presidente da FGF vinha sendo cobrado pelos clubes.
De quebra, o Grêmio se preparava para treinar em Santa Catarina e o Inter certamente seguiria o mesmo rumo.
Cauteloso, o governador relutava porque a pandemia do coronavírus não dá fôlego. Foi sensibilizado pelo protocolo rigoroso que será seguido por todos os envolvidos.
Obviamente os estádios não receberão público.
E porque viu que outros estaduais ou já recomeçaram, como o Carioca, ou estão por começar.
Chama minha atenção um trecho da matéria de capa do site do Correio do Povo:
“A volta do campeonato é liberada no mesmo dia em que o Rio Grande do Sul, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, registrou recorde no número de novos óbitos pela Covid-19.”
Aqui, fica uma pergunta: se liberou agora, porque não fez isto na semana passada ou retrasada?
Qual a diferença?
A diferença maior talvez seja a pressão da dupla Gre-Nal ameaçando treinar em outro Estado.
Há muitos interesses em jogo. Interesses financeiros e futebolísticos. Grêmio e Inter precisam começar a jogar logo o Brasileiro e a Copa do Brasil começam em agosto.
Repito: jogos sem torcida. Fosse diferente daria o mesmo conselho de um dirigente carioca: levar um terço e rezar.
