Da capa do site do Correio do Povo
Após a reunião entre membros da diretoria do Grêmio e dois integrantes do Juizado Especial Criminal (Jecrim), marcada para discutir as brigas no clássico Gre-Nal, ficou definido que a torcida Geral não poderá entrar no estádio Olímpico por tempo indeterminado. A promotora Sônia Mench e o juiz de Direito Marco Aurélio Martins Xavier comunicaram ao clube que instrumentos, faixas ou qualquer tipo de peça que identifique a Geral não deve ser levado ao Olímpico.
De acordo com o diretor administrativo do Grêmio, Luiz Moreira, que esteve presente no encontro, o espaço utilizado pela Geral não foi interditado. "A única determinação que nos foi passada foi que qualquer torcedor que seja identificado com a Geral não poderá entrar no estádio. As barras (faixas) que costumávamos a ver no Olímpico também não poderão ser colocadas naquele espaço", argumentou.
Moreira afirmou que a suspensão ocorrerá até o Ministério Público analisar os autos do caso e entrar com representação na Justiça. "Na verdade o clube não foi punido, e sim os torcedores. Nós apenas vamos cumprir essa determinação", acrescentou.
Invasão do Jecrim
No último domingo, após o clássico Gre-Nal, 20 pessoas foram detidas pela Brigada Militar, suspeitas de participar de uma briga na Geral. Para as pessoas identificadas na ocasião, o juiz aplicou termos circunstanciados, exceto para os reincidentes em conflitos. O episódio mais grave aconteceu por volta das 19h30min, quando um grupo da Geral invadiu o Jecrim na intenção de libertar os companheiros detidos. Os invasores também acabaram detidos. Antes, eles teriam participado de uma briga contra integrantes da Velha Escola e da Máfia, na avenida Carlos Barbosa.
