Hiltor Mombach

Gestão Noveletto-Hocsmann

Meu caro Hiltor!
Tendo lido tua coluna de hoje no CP a respeito das críticas à gestão Noveleto-Hocsmann, especialmente, após os acontecimentos do jogo Grêmio x Cruzeiro, no último domingo, senti-me na obrigação de fazer algumas considerações. Penso, particularmente, que criticar árbitro, tabela de jogos, qualidade da competição, etc, faz parte do jogo. Criticar e cobrar é legítimo, é do ofício, mas ofender pessoas (dirigentes, árbitros, jornalistas, atletas, treinadores), não, aí é do caráter.
Noveletto e Hocsmann assumiram uma federação falida para administrar um campeonato falido. Levantaram a falência, modernizaram as ações institucionais e viabilizaram o Gauchão de tal forma que, para todos os clubes e até para a dupla GreNal, passou a representar fonte importante de receitas. O cafezinho de outrora transformou-se, muitas vezes, em banquete com direito a um bom champagne. Importantes dirigentes, recentemente, chegaram a dar volta olímpica para comemorar conquista de turno. Se tecnicamente é fraco e deve ser encarado apenas como laboratório, bem, aí cada um que faça a sua própria análise.
Sou muito grato ao Zélio Hocsmann, Luciano Hocsmann e Francisco Noveletto, que considero meus amigos. Só para exemplificar, enquanto diretor de futebol do Grêmio, tive no Zelinho, no Luciano e no Chico, apoio incondicional, tanto do ponto de vista pessoal como também institucional. O Grêmio vivia momentos de extrema dificuldade e estes três desportistas foram incansáveis e imprescindíveis para que o Grêmio naquele momento alcançasse seus objetivos. Quem viveu sabe que foi uma conquista coletiva, com muita luta e trabalho sério.
Quanto a nossa arbitragem, de fato, estamos vivendo uma crise técnica, consequência de um processo de transição. A escola gaúcha de árbitros tem sido referência técnica e moral para o futebol brasileiro. Este time de árbitros, tal qual os times de futebol, está passando por um processo de renovação, onde alguns irão confirmar, enquanto outros vão ficar pelo caminho, como os jogadores que chegam no profissional, oriundos das categorias de base de seus clubes. Até se afirmarem vão oscilar bons e maus desempenhos.
Saudações,
Evandro Krebs.