Hiltor Mombach

Giuliano, Naldo, Dnipro...

O Grêmio teria acertado os salários com Giuliano. Mas, e há sempre um mas em tudo, para jogar no estádio Olímpico o jogador precisa da liberação do Dnipro, da Ucrânia.
O Inter negociou Giuliano para o Dnipro por 11 milhões de euros. No final de 2011 deveria bater na conta do colorado a última parcela da venda, dois milhões de euros. Não bateu.
O jurídico do Inter enviou dois comunicados ao clube ucraniano dando conta do atraso. O próximo ofício não irá para o Dnipro, mas para a Fifa. Há penalizações em caso de inadimplência.
O Inter não descarta a hipótese de esquecer a dívida e colocar algum dinheiro no cofre do Dnipro para repatriar Giuliano. Os indicativos são de que Oscar é o próximo a embarcar para a Europa e o clube gostaria que seu substituto já estivesse contratado.
O Dnipro também poderá depositar os dois milhões de euros em outra conta, na do Werder Bremen, que liberaria o zagueiro Naldo. Sim, o Inter não desistiu de Naldo. De um dirigente colorado após a última oferta: “Parece que os alemães não estão precisando de dinheiro”. Estão, sim. A questão é outra: o que é muita grana para os clubes brasileiros, e pouca para os alemães.
São as engenharias do futebol. Se algum dos negócios citados acima sairá, ninguém sabe. Certeza, só uma: o Inter quer Naldo porque quer. Se ele virá, bem, isto também não se sabe.