Hiltor Mombach

GOLEIRO OU TORCEDOR?

Postado em http://www.gremiomonumental.com.br/



Por Lauro Noguez / Conselheiro do GFPA


 

Além da inexplicável substituição do Luan ( que, desta vez, não cansou ) e da repetição de alguns desempenhos individuais medíocres, esse jogo do Barradão me anima a fazer um desabafo que consegui adiar até agosto.


Mas agosto marca o limite da paciência da grande maioria dos gremistas que não aguentam mais sofrer com um goleiro que simplesmente não quer e não sabe sair do gol.


Neste jogo foram quatro ( 4 ) ocasiões em que o cruzamento foi feito de longe, com bola lenta, para dentro da pequena área do Grêmio.


O goleiro Marcelo limita-se a “torcer” para que os seus zagueiros vençam a disputa de cabeça, para que afastem o perigo, enfim, para que façam o trabalho que seria muito mais fácil de ser executado por qualquer goleirinho mediano.


Afinal, o arqueiro  tem a prerrogativa de tomar impulso de frente e saltar utilizando as mãos,  ao contrário dos pobres atacantes adversários que geralmente estão desequilibrados e só podem tentar o cabeceio.


Repito: Não são cruzamentos rasantes, com efeito procurante, ou feitos de pequena distância com a bola em curva na  marca do pênalti e pegando o atacante entrando de frente.


Não é isso, em absoluto.


A nossa crítica e a nossa inconformidade é contra os cruzamentos despretensiosos para dentro de nossa pequena área, quando há um tempo de bola enorme desaproveitado pelo nosso Marcelo.


Neste jogo, o gol decisivo foi o primeiro do Vitória, foi o gol que animou o time baiano que jogava em seus domínios.


Novamente, o arqueiro tricolor pensa em sair, dá um passo à frente,retorna de costas para debaixo do travessão e fica chuleando para ver se o zagueiro pula mais que o atacante.


E isso se dá em todos os jogos, sem exceção.


Quem tem que torcer que o nosso zagueiro pule mais que os adversários somos nós, torcedores, na arquibancada.


Se a nova comissão técnica fizer  uma edição de todos os jogos do Grêmio no ano de 2014, vai constatar que, nesse aspecto, nós temos um torcedor fardado de goleiro, que não aprendeu, não quer aprender e odeia sair do gol.