GRÊMIO, ALTOS E BAIXOS
Renato Portaluppi ainda tenta montar o seu Grêmio. Normal para quem comandou o time em apenas cinco partidas, uma pela Sul-Americana e quatro pelo Brasileiro, e ainda está recebendo reforços. Usou 21 jogadores até agora. O dado aponta para um fato: não havia time-base no Olímpico, pelo menos no segundo semestre. Ou, se o leitor preferir, havia, mas não estava rendendo o suficiente. Jogadores utilizados: Marcelo Grohe, Victor, Edilson, Rafael Marques, Neuton e Fábio Santos; Ferdinando, William Magrão, Douglas, André Lima, Maylson, Hugo, Souza, Roberson, Jonas, Ozéia, Neuton, Vilson, Rochemback, Gabriel e Gílson.
Da estreia contra o Goiás, quando da eliminação da Sul-Americana, até o jogo de domingo, empate contra o Atlético-PR, fora de casa, houve altos e baixos. Contra o Goiás, o Grêmio fez uma das suas piores partidas da temporada. Venceu o mesmo Goiás depois, pelo Brasileiro, mais na base da vontade, no bumba-meu-boi. Realizou muito bom primeiro tempo contra o Santos, campeão da Copa do Brasil, quando largou na frente, para empacar e perder no segundo. Teve uma recaída contra o Ceará, quando realizou o pior segundo tempo dos últimos anos, sendo vergado sem esboçar reação e, na última rodada, realizou um bom segundo tempo, com Renato reabilitando-se, no vestiário, de um tremendo equívoco na escalação. O time começou com um lateral-esquerdo, Gilson, fazendo a segunda função do meio-campo, e com Rochemback, um homem da segunda função, na primeira. No intervalo entrou Adílson na vaga de Gilson, o Grêmio chegou ao 1 a 1 e poderia ter virado.
O Guarani, rival de hoje, deve ser encarado como jogo duro. Menos pelas suas virtudes, poucas, e mais pelo mau momento do Grêmio, um time em formação na entrada de setembro. Grêmio que tenta desesperadamente não encerrar o turno entre os rebaixados.
