Hiltor Mombach

Grêmio, breve análise

Marcelo Grohe lidera o Bola de Prata da Placar como melhor goleiro do Brasileiro até aqui.
É o responsável pelo 7º lugar no momento e eu não cometo uma verdade exagerada se disser que, não fosse por ele, o Grêmio estaria namorando com a turma do rodapé.
O ataque é o segundo pior entre os 10 primeiros da tabela e passou quatro dos oito jogos sem marcar um mísero gol.
Nenhuma vitória aconteceu com diferença superior a um gol.
Com Grohe garantindo o resultado.
Ouvi elogios a Rui Costa pela honestidade na declaração após o 0 a 0 contra o modestíssimo Sport: “O ponto fica como consolação, mas precisamos melhorar bastante.
Se não fosse o Marcelo, talvez até teríamos perdido a partida.”
Há mais de uma década os dirigentes são honestos na avaliação e nada muda.
É um monumental contra-senso ouvir Rui Costa como a palavra oficial do clube.
Nada contra o diretor-executivo, tudo contra esta estapafúrdia mudança estatutária que aboliu o vice de futebol.
Rui deveria estar respaldado por um vice com estofo.
O vice deveria analisar as atuações do time.
Rui deveria estar entre os analisados e não ser o analisador.
Vejam.
Fosse Adalberto Preis a cometer a frase “precisamos melhorar bastante” a critica respingaria também em quem contratou, no caso Rui.
É como se a cada declaração Rui fizesse a auto-defesa da sua remuneração.
Mas o Grêmio não tem um vice com estofo.
E quem indicou Preis para a função dezenas de vezes hoje pede para que ele seja esquecido.
Não indique Preis, Koff.
Porque se ele colocar o Grêmio no topo da tabela dirão que tão-somente deu sequência ao trabalho; se colocar lá embaixo, que fracassou.
E hoje, porque amanhã é outro dia e o futebol é dinâmico, a tendência é de que ou as coisas ficarão assim ou irão piorar.
Salvo se Pará virar um Douglas, Barcos um Walter, Ramiro um Aránguiz, Zé Roberto um D’Alessandro...