Hiltor Mombach

Grêmio cai nas penalidades

Eram 11min  iniciais quando Barcos recebeu na área e tocou por cobertura e começou a comemoração.
Isto porque a bola tinha destino certo, ia beijar as redes.
Saindo das sombras, surgiu Buffarini para dar um carrinho milagroso, evitando o gol que certamente desencadearia outro ou outros.
O Grêmio teria ainda um gol anulado, uma bola no poste e exerceria uma pressão poucas vezes vista no futebol.
Mas gol que é bom, nada.
O San Lorenzo jogava com 12, onze em campo e a presença espiritual do seu torcedor símbolo, o Papa.
E assim a partida se encaminhava, dramática, para o final.
Até que aos 38min Dudu abriu o placar.
O Grêmio merecia este gol mínimo,  arrancar o grito da garganta de uma fervorosa torcida que promoveu o recorde de público na Arena, 47.244 pessoas, e garantir pelo menos a decisão nas penalidades, nada mais do que a prorrogação do sofrimento.
Não há justiça ou injustiça em futebol, há tão-somente o resultado.
Nem há vencedor moral.
Isto não impede que se afirme que o Grêmio merecia passar pelo que fez em campo.
Mas não passou.
Caiu nos pênaltis!
Agora, resta a dor de quem ficou pelo caminho jogando mais.
Dor de quem não será tricampeão da Libertadores desta vez.
Dor que perdura, atravessa os anos, e que se imaginava terminaria com a eleição do ícone gremista, do presidente mais vitorioso a história do clube, meu querido amigo Koff.
Mas, e há sempre um mas em tudo, o futebol se renova. Vem aí a Copa do Brasil.
E há ainda o Brasileiro.